Cardiologista aponta maneiras de lutar contra os males da solidão.
Edição do dia 03/06/2011
03/06/2011 22h38 - Atualizado em 06/06/2011 12h10
Por Beatriz Thielmann
O médico do Hospital das Clínicas aponta aliados contra a solidão: comer adequadamente, relacionamentos saudáveis e exercícios físicos. Ele afirma que o isolamento agrava doenças ligadas ao estresse e à baixa imunidade.
O cardiologista volta a bater na velha tecla. Não há aliados mais confiáveis contra os males da solidão, como comer adequadamente, buscar sempre relacionamentos saudáveis e exercícios físicos. O contador Carlos Eduardo Alarcão que o diga. Ele seguiu a risca a recomendação médica para escapar de uma solidão que quase o deixou desesperado e doente: quando o casamento acabou. “Homem é acostumado a chegar em casa e ter uma pessoa que cuide de você”, diz.
Difícil também foi ter de ficar longe dos filhos ainda pequenos. “Sou um cara extremamente família. Sempre fui um pai que acordava de madrugada e dava mamadeira para os filhos. De repente, você se depara sozinho sem ter para quem fazer isso. Esse negócio de separação é muito dolorido”, declara o contador.
Carlos tentou aceitar o novo jeito de viver, mas não conseguiu. “Eu fiquei uns dois meses na casa da minha mãe, porque não tinha coragem de ir para o meu apartamento. Não tinha coragem de encarar o apartamento”, revela.
A saída que ele encontrou foi beber para dormir e esquecer. Também não deu certo. “Vou sair de um problema e entrar em outro? Daqui a pouco, estou em alcoolismo. Aí, eu parti para outro lado e fiz um trabalho psicológico”, reconhece.
domingo, 31 de agosto de 2014
Edição do dia 03/06/2011
03/06/2011 23h22 - Atualizado em 06/06/2011 12h15
Jovens buscam internet para fugir
03/06/2011 23h22 - Atualizado em 06/06/2011 12h15
Jovens buscam internet para fugir
da solidão e acabam mais sozinhos
Por que o mundo virtual atrai jovens que se sentem sós? Psicólogo afirma que na web o adolescente garante o anonimato e afasta os receios. Só que a proteção também é virtual e pode levar a doenças e distúrbios emocionais.
Diante da dificuldade de fazer amigos e se integrar a outros grupos, eles se escondem atrás de uma tela de computador e se viciam no anonimato.
“Eu comecei a perceber quando o chamava para almoçar, para comer, e ele falava ‘estou indo’. E este ‘estou indo’ ia longe”, conta uma mãe que não quis se identificar.
Para proteger o filho, ela se esconde, mas é corajosa na hora de nos contar essa história. “Ele já chegou a ficar até 15 horas. Quando ele parava, era uma parada muito rápida. Engolia tudo em poucas mordidas. Às vezes, eu chegava e brincava: ‘você não tem um parelho digestivo, mas um escorredor de alimentos’”, lembra.
Entrar e não sair da internet era a válvula de escape de um menino ansioso, irritado e de temperamento explosivo. Na escola, ele se mantinha longe dos colegas e era sempre muito calado. Abandonou tudo o que fazia, até que a mãe pediu ajuda médica.
O adolescente foi atendido pelo o psicólogo Cristiano Nabuco, que coordena do Grupo de Dependentes de Internet, do Hospital de Clínicas de São Paulo. Ele não tem dúvida: a solidão pode levar a compulsões, e hoje a internet está entre as mais perigosas. “Se torna uma doença, quando um indivíduo, efetivamente, não consegue mais se relacionar com as pessoas a sua volta, onde a realidade concreta se torna tão ameaçadora, que ele se refugia na internet. Nunca deixo de mencionar um paciente que atendi que chegava a ficar 35 horas conectado de maneira ininterrupta”, revela.
Mas o que tem de tão fascinante no mundo virtual? Por que ele anda atraindo tantos jovens que se sentem sós? “Você garante o seu anonimato e, dessa maneira, afasta muito seus receios, suas inseguranças e, principalmente, o seu medo de não ser aceito. É uma janela para o mundo onde você se sente completamente protegido”, afirma o psicólogo.
Só que a proteção também é virtual. E pior: pode levar a doenças, a sérios distúrbios emocionais. O filho dela precisou de acompanhamento médico e terapias durante 18 meses. O resultado foi melhor do que ela esperava. O filho já teve alta. “Ele passou a ter amigos, a participar de jogos. Chegou a ser goleiro em um time que eles formaram, entre amigos. No final do ano, parou de trabalhar e disse que ia se dedicar para o vestibular e passou em duas faculdades. Então, escolheu uma”, revela a mãe do jovem.
sábado, 30 de agosto de 2014
10 conselhos para superar a solidão
A vida que levamos hoje em dia muitas vezes acaba nos afastando dos amigos e familiares e com isso a solidão se tornou uma realidade para muitas pessoas.
E a solidão não se trata de estar sem ninguém por perto, sozinho. A solidão pode vir acompanhada, quando você está no seu trabalho ou em uma multidão. Ela não depende somente de você estar apenas na própria companhia, ela se caracteriza pelo isolamento moral, por você saber que ninguém está “ali para você”.
Esse sentimento pode ser muito prejudicial. Um estudo recente mostrou que pessoas que se sentem sós tendem a sofrer com mais doenças do que aquelas que se sentem amadas e acolhidas pela família e amigos.
Mas como se livrar desse sentimento tão terrível? O life coach Brock Hansen listou ao site Your Tango os 10 pontos que ele considera essenciais para quem quer parar de sentir a solidão, confira a seguir.
1 – A solidão é um sentimento, não um fato imutável. Quando você se sente só, é normal buscar justificativas para isso, como pensar no seguinte: “Será que sou tão desinteressante ou chato?” ou ainda “Por que ninguém gosta de mim?” e no meio desses pensamentos, essas suposições podem ser confundidas com a realidade, quando isso nem sempre é o caso. Por isso, quando se sentir só, aceite o sentimento e o viva, não tente justifica-lo. Apenas sinta e tente pensar em coisas boas para que esse momento passe.
2 – Não se isole. Apesar de muitas vezes essa ser a única vontade nesses momentos, isolar-se só piora a situação e pode também te levar a pensamentos negativos sobre si. Em vez disso, aproxime-se de pessoas com quem você tem mais liberdade e intimidade, seja sua mãe, uma amiga ou o irmão, por exemplo. Não fique só.
3 – Perceba os pensamentos negativos e os afaste. Quando notar que está pensando mal de si mesmo devido ao sentimento de tristeza ligado à sensação de solidão, reverta o processo lembrando de coisas boas a seu respeito. Ninguém tem apenas defeitos ou qualidades, então o que você precisa nesse momento é lembrar do que você tem de melhor e valorizar isso.
4 – Crie hábitos anti-solidão. Convide seus amigos para sair, visite sua família, vá ao cinema com uma amiga, viaje com pessoas queridas. Esses hábitos vão manter mais longe os sentimentos de solidão e também vão te afastar dos pensamentos negativos.
5 – Preocupe-se também com o outro. Ocupar-se pensando e ajudando outras pessoas pode te fazer se sentir mais acolhida. Ao estender a mão ao outro, nós estamos ajudando a nós mesmos. Por isso, converse com um amigo que esteja precisando de ajuda, participe de uma ONG ou entre em algum projeto para ajudar outras pessoas.
6 – Procure conhecer pessoas com interesses similares. Conhecer quem gosta das mesmas coisas que você é positivo pois há uma chance maior de vocês se encontrarem não só casualmente como também de maneira planejada. As conversas empolgantes sobre uma paixão compartilhada vão te fazer se sentir bem consigo mesmo. Além disso, você estará conhecendo pessoas novas e exercitando algo que gosta.
7 – Pratique uma atividade em grupo. Apesar de ser difícil a princípio, depois que você começar, se a atividade realmente for do seu interesse, você vai perceber que não é tão penosos assim estar cercado de outras pessoas enquanto pratica uma atividade. Ioga, hidroginástica, clube de leitura e clube de corrida são algumas atividades que você pode começar e que vão fazer bem para sua vida social e para seu bem estar em geral.
8 – Não exija demais de si mesmo. A cada tentativa de encontro social, você está fazendo um experimento. Em algumas será bom, em outras ruim e em outras razoável. O que importa é tentar. E não desista mesmo quando parecer que está tudo dando errado, porque em algum momento vai dar certo e você se sentirá bem.
9 – Se você tem uma religião, dedique-se a ela. Muitas religiões pregam a bondade, o respeito e o amor ao próximo. Praticar essas “regras” pode te trazer paz de espírito e um sentimento acolhedor que o farão se sentir tão bem que a solidão dirá adeus. E mesmo se você não seguir uma religião, procure seguir essas regras do bem, as quais deveriam ser regras universais do bem estar coletivo.
10 – Seja curioso e interessado. Demonstre interesse e valorize o que as outras pessoas tem a oferecer. Fazendo isso, naturalmente elas também vão se interessar mais por você. Quando estiver em uma roda de amigos, evite papos egocêntricos, fale sobre assuntos que interessam à maioria e envolva todos do grupo na conversa. Isso atrairá mais pessoas para sua vida, pessoas interessadas em você e que te acolherão.
Retirado do site: www.dicasdemulher.com.br
Idosos: meditação ajuda no combate à solidão
As pessoas idosas são uma parcela da população que mais sofre com a solidão, pois a morte dos parceiros e a distância dos filhos pode afetá-los em muito. Além da casa vazia e a falta de companhia a solidão pode afetar a saúde mental desses indivíduos e, no longo prazo, piorar sua saúde física. Reduzir esse sentimento negativo, entretanto, pode compensar os efeitos da solidão. Poucos tratamentos são efetivos, mas uma pesquisa da Universidade da Califórnia aponta para um modo simples de compensar os sentimentos de solidão: a meditação.
De acordo com a pesquisa liderada por Steve Cole e publicada no periódico Brain, Behavior and Immunity, treinos simples de meditação podem começar a fazer efeito sobre a solidão já nos primeiros dois meses desse tratamento complementar. A meditação reduz os sintomas do estresse, faz com que os idosos fiquem mais atentos aos pensamentos focados no presente (ao invés de revisitar as memórias do passado) e projetar suas ações no futuro de forma mais positiva.
“Nosso trabalho é uma das primeiras evidências científicas de que uma intervenção psicológica diminui os sentimentos de solidão assim como impactam positivamente o organismo”, diz Cole, cuja pesquisa acompanhou 40 indivíduos com idades variando entre 55 e 85 anos e que participavam de treinos de meditação de duas horas durante a semana, além de serem encorajados a meditar durante 30 minutos todo dia.
“O estudo traz novos dados sobre os benefícios de técnicas de meditação para a saúde física e mental. Os resultados são bastante animadores e esse tipo de intervenção pode trazer de volta a qualidade de vida que muitos idosos perdem com o tempo e com o afastamento das pessoas queridas e próximas”, finaliza.
A solidão no mundo contemporâneo; o jeito é ter um bichinho, mesmo!!!
“Prefere a solidão à má companhia, mas prefere uma boa companhia à solidão” (Recomendações de Maomé (Muhamad), de acordo com a tradição).
"Obrigada por razões profissionais a me transferir para São Paulo, me encontro sozinha e sem amigos. A cidade me sufoca durante o dia e me isola à noite num pequeno apartamento de bairro. Não sei o que fazer, não tenho a quem recorrer, às vezes chego quase ao desespero. Quero gente para conversar e para conviver. Ajude-me, por favor. Cartas para "Solitária desesperada", Jornal... etc.." [1] .
Pedido de socorro como esse, acima, está se tornando freqüente em São Paulo e em outras grandes cidades. Razões profissionais e casamentos dos filhos, são os principais motivos para deixar os pais sozinhos; separação conjugal, viuvez, e não ter conseguido encontrar o amor da vida, também podem esvaziar o sentido de existência de algumas pessoas.
Há 30 anos atrás as festas folclóricas era um acontecimento social, ansiosamente esperado para encontros e reencontros, também existia o "footing" que animava as praças públicas das cidades interior, casamenteiras amadoras mexiam nos pauzinhos para aproximar os corações mais ou menos desesperançados, as rádios mandavam recadinhos – hoje torpedos – sinalizando a possibilidade de namoro. Muitos desses dispositivos sociais antigos sumiram ou estão em franco declínio, aumentando assim o contingente de solitários.
Nossa sociedade pós-moderna caracterizada pelas comunicações eletrônicas parece mais afastar do que aproximar as pessoas. A Internet como nova onda de comunicação, promete ser um meio de fazer amizades e até uniões amorosas, mas evidentemente é preciso saber ‘mexer’ no computador, na Internet, o que não é costume da geração mais ‘à antiga’. Muitos solitários como a moça acima, deseja mais que um relacionamento virtual, demanda uma companhia real que dê sentido à própria vida.
Não são poucos os que, desesperançados, terminam se virando com a companhia de um cachorro ou um gato. O filósofo Schopenhauer, um dos muitos pensadores solitários, talvez até anti-social, preferia a companhia agradável de seu cão Atma [2] à companhia humana. Lembro-me do carioca Eduardo Dusek quando compôs uma letra de música, não sei se moralista ou irônica que dizia “troque seu cachorro por uma criança pobre”. Houve gente sensibilizada até a medula, mas duvido que adotaram uma criança pobre e jogaram seu cachorrinho na rua. Como diz a psicanálise, uma criança – e adulto também - tem necessidade, demanda e desejo. Já um animal, um animal de estimação, carece de “desejo”; a “necessidade” made in instinto é que o faz viver, mas não existir. Só o ser humano deseja, dizem os lacanianos; só o ser humano existe, diziam os existencialistas. O problema é que, primeiro, qualquer ser humano é livre para dar sentido ao seu desejo do jeito que quer e pode. Segundo, nem todos desejam ter uma “criança”, nem mesmo ‘uma criança pobre’. Pode ser até que alguém deseja, mas não pode, simplesmente porque sérias limitações psíquica, física, ou econômica, a impede de adotar uma criança. Mas, podem ter um cachorrinho, um gatinho, ou os dois, como companhia possível. Afinal, é fácil se encontrar um bichinho abandonado, peramburando pelas ruas, faminto, doente, carente. “A adoção de um animal abandonado, você ganha um amigo e salva uma vida”, diz o site http://www.uol.com.br./bichos/adocao.htm.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
As sérias consequências da solidão
Por Raquel Torres - raqueltorres.jor@gmail.com
Edição Ano: 43 - Número: 56 - Publicada em: 21/07/2010
São Paulo (AUN - USP) - A agressividade pode estar intimamente ligada ao isolamento social - é o
que aponta a pesquisa de Theo Bibancos e Silvana Chiavegatto. Depois de submeter cobaias a crescer sozinhas, elas se tornaram mais agressivas e apresentaram mudanças não só comportamentais, mas também em estruturas cerebrais.
Em um dos experimentos, cinco camundongos foram selecionados após o desmame - quatro para conviver entre si em uma gaiola e um para crescer sozinho. No final dos testes, os resultados mostraram que o solitário apresentava alterações neurocomportamentais quando comparado aos que cresceram em grupo. Identificaram principalmente reações que podem ser identificadas como agressividade , ansiedade, depressão e compulsividade.
Assista o vídeo: Os perigos da Solidão no link abaixo.
http://youtu.be/iEmR_Ez1dVE
Assista o vídeo: Os perigos da Solidão no link abaixo.
http://youtu.be/iEmR_Ez1dVE
Afinal, são sintomas que observamos em nossa sociedade atualmente!
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Após estudos mais aprofundados, eles descobriram que vários receptores do hormônio serotonina (relacionado aos sentimentos) foram danificados. A área do cérebro mais alterada foi o córtex pré-frontal. Essa estrutura é comumente relacionada à tomada de decisões, ou seja, mudanças nela teriam grandes conseqüências no comportamento do indivíduo.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Conceito de solidão.
O que é solidão?

Solidão é um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento.Solidão não é o mesmo que estar desacompanhado!

“Se você se sente só, é porque ergueu muros em vez de pontes”.
(W. Shakespeare)
O que leva as pessoas se isolarem?
Muitas são as situações geradoras de solidão: existe a solidão gerada pelo próprio poder, a solidão decorrente da riqueza, a solidão dos bem e mal casados, a solidão da criança cujos pais são egoístas ou inafetivos, a solidão dos velhinhos rejeitados, a solidão das crianças órfãs, a solidão da loucura, a solidão dos enfermos hospitalizados, a solidão do excluídos no topo do mercado de trabalho, a solidão do desempregado, a solidão do estigmatizado, a solidão da morte...
A máxima "cada um cuide de si" nunca pareceu tão em voga. Cada um que resolva seus próprios dilemas e o mundo que se dane. Esse egoísmo é nocivo à sociedade e a cada indivíduo em particular. Leva à solidão e ao ostracismo.
Artigo da Revista Mente e Cérebro nº 204
Segundo o psicólogo e cientista Michael Argyle, são três os pontos fundamentais que contribuem para desenvolver um senso de satisfação no ser humano: as relações sociais (familiares, profissionais e de amizade), diversão e trabalho. E em relação ao primeiro item o que realmente conta não é tanto a quantidade, mas a qualidade: o grau de intimidade e a disponibilidade para a troca afetiva pertencem ao campo do “apoio social”. Segundo ele, a felicidade está relacionada à experiência de sentir e vivenciar relacionamentos.
As tecnologias eletrônicas ajudam aliviar a solidão?
Nossa sociedade pós-moderna caracterizada pelas comunicações eletrônicas parece mais afastar do que aproximar as pessoas.

Solidão é um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento.Solidão não é o mesmo que estar desacompanhado!
A solidão ocorre com frequência em cidades
densamente populosas; nestas cidades muitas pessoas podem se sentir totalmente sozinhas e deslocadas, mesmo quando rodeadas de pessoas.

“Se você se sente só, é porque ergueu muros em vez de pontes”.
(W. Shakespeare)
O que leva as pessoas se isolarem?
Muitas são as situações geradoras de solidão: existe a solidão gerada pelo próprio poder, a solidão decorrente da riqueza, a solidão dos bem e mal casados, a solidão da criança cujos pais são egoístas ou inafetivos, a solidão dos velhinhos rejeitados, a solidão das crianças órfãs, a solidão da loucura, a solidão dos enfermos hospitalizados, a solidão do excluídos no topo do mercado de trabalho, a solidão do desempregado, a solidão do estigmatizado, a solidão da morte...
A máxima "cada um cuide de si" nunca pareceu tão em voga. Cada um que resolva seus próprios dilemas e o mundo que se dane. Esse egoísmo é nocivo à sociedade e a cada indivíduo em particular. Leva à solidão e ao ostracismo.
Artigo da Revista Mente e Cérebro nº 204
Segundo o psicólogo e cientista Michael Argyle, são três os pontos fundamentais que contribuem para desenvolver um senso de satisfação no ser humano: as relações sociais (familiares, profissionais e de amizade), diversão e trabalho. E em relação ao primeiro item o que realmente conta não é tanto a quantidade, mas a qualidade: o grau de intimidade e a disponibilidade para a troca afetiva pertencem ao campo do “apoio social”. Segundo ele, a felicidade está relacionada à experiência de sentir e vivenciar relacionamentos.
As tecnologias eletrônicas ajudam aliviar a solidão?
Se pararmos para observar os avanços tecnológicos por quais a nossa sociedade passa, é de se admirar o temor que ainda trazemos em nosso íntimo quando se trata do assunto da solidão. E o interessante que hoje é possível contactar pessoas de todo mundo, isto porque, as redes sociais aumentaram, mas ainda assim sofremos o mal da solidão.
Nossa sociedade pós-moderna caracterizada pelas comunicações eletrônicas parece mais afastar do que aproximar as pessoas.
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